Um licenciamento camarário de referência e o novo embargo do MP às obras no prédio da OBRIVERCA na EN 10 (ex-Galp)


CRONOLOGIA:



O Ministério Público considera ainda que "também a volumetria (28.371m3) é excessiva em relação aos prédios vizinhos" e que no que respeita à cercea a mesma "continua a ser violada", (...) "tornando o edifício dissonante em relação ao espaço envolvente".


O Ministério Público não apenas pede a nulidade dos despachos do vereador do pelouro que aprovou o projecto de arquitectura, como a autorização de construção, o respectivo alvará, mas ainda "todos os actos subsequentes, jurídicos, administrativos ou materiais (...) licenças de utilização (...) e actos que permitam a comercialização de eventuais fracções autónomas".


A Procuradora da República junto do Tribunal Administrativo de Fiscal de Loures pede também a condenação do Município "a demolir às suas expensas as obras efectuadas em violação da lei naquilo que se mostrar necessário para repor a legalidade".


Entretanto, corre já um processo crime por desobediência qualificada, na sequência do envio pela juiz do Tribunal Administrativo ao Ministério Público da comarca de Vila Franca de Xira de certidão de todo o processo judicial administrativo, o qual se encontra, na actual fase do processo, em segredo de justiça.