Movimento cívico apresenta modelo económico
para concelho V. Franca
Xiradania defende tecnologia em vez de
logística.
O Xiradania rejeita que a logística seja a solução para Vila Franca de Xira e defende uma aposta na integração do Plano Tecnológico Nacional.
O desenvolvimento económico do concelho de Vila Franca deve passar por uma aposta em actividades económicas de base tecnológica. A proposta é do Xiradania e faz parte de um conjunto de princípios que contemplam “uma nova visão para o concelho de Vila Franca de Xira”.
No modelo económico de desenvolvimento, apresentado no dia 7 de Julho, o movimento cívico propõe a alteração do plano estratégico por não considerar que o futuro económico do concelho passe pela logística. Em alternativa defende que o concelho se deve assumir como “o suporte territorial do Plano Tecnológico Nacional”.
Por isso, preconiza que as áreas urbanizáveis na frente ribeirinha do concelho sejam reservadas para os investimentos em actividades tecnológicas, aproveitando as zonas ocupadas por indústrias abandonadas.
Também no espaço conhecido como a Nova Vila Franca, a norte da sede do concelho, o Xiradania propõe a instalação de actividades económicas de base tecnológica, rejeitando o loteamento de cerca de 2000 fogos previsto. Para as restantes áreas, defende a continuação das classificações de reserva agrícola e reserva ecológica.
A qualificação do trabalho é outra das preocupações do Xiradania que propõe por isso a criação de um pólo universitário e de investigação nas áreas das ciências exactas e tecnologia, das artes e do desporto nas instalações da escola Nº 1 da Armada, localizada em Vila Franca.
No modelo económico proposto o movimento cívico contempla também o aproveitamento turístico dos mouchões de Alhandra, da Póvoa de Santa Iria e do Lombo do Tejo, rejeitando contudo o turismo de massas. O presidente do Xiradania, José Capucha defende o turismo de natureza como uma opção viável, mas deverá ter como suporte “um estudo prévio para avaliar a capacidade de carga dos mouchões”.
O movimento cívico sugere ainda que seja feita uma aposta forte no que diz respeito às acessibilidades e mobilidade, defendendo o desenvolvimento dos transportes colectivos.
Na apresentação do modelo económico de desenvolvimento José Capucha sublinhou o carácter propositivo do documento. “É o início de um processo, uma base. Agora estamos disponíveis para conversar com as forças políticas ou qualquer cidadão que esteja interessado”, referiu. O objectivo, adiantou, é “desencadear um processo de discussão pública sem restrições”.