ANTÓNIO PIRES VICENTE EM VILA FRANCA DE XIRA
A posição da comissão promotora do Movimento de Cidadania Vila-Franquense (Xiradania), em relação ao projecto para a área de 25 hectares onde funcionou a maior empresa portuguesa de metalomecânica pesada, é de oposição ao plano de urbanização da ex-Mague, que prevê 1448 novos fogos para a cidade de Alverca.
A Xiradania, que engrossa assim os protestos contra o projecto da Obriverca por parte da associação ambientalista concelhia (Adapa), não tem dúvidas de que a megaurbanização aprovada pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira «vai sobredensificar Alverca, afectando irremediavelmente a qualidade de vida dos seus habitantes». De resto, «os autores do plano não escondem a futura realidade, pois focam a previsível possibilidade de grande intensidade de tráfego nos eixos rodoviários que circundam a sua área de intervenção».
Citando o livro verde sobre o ambiente urbano da Comissão das Comunidades Europeias, o movimento defende que «a prioridade não deve ser a criação de novos bairros, mas sim o melhoramento e a renovação dos já existentes». De resto, «Alverca não precisa de mais fogos num projecto que se subordina a uma lógica imobiliária meramente especulativa, e quando no País existem perto de 600 mil casas vazias», sustenta.
Numa perspectiva de desenvolvimento estratégico e integrado da freguesia e do concelho, o movimento alega que «existem alternativas mais interessantes para a área da antiga Mague», partindo do pressuposto de que o espaço em questão «deveria ser reafecto a actividades económicas diversificadas, desenvolvidas por pequenas e médias empresas, inseridas num parque empresarial».
Quanto aos equipamentos previstos para a área do Parque Malva Rosa, o Xiradania sustenta que o projecto de construção de um hotel «não tem qualquer relação com os índices de ocupação ou usos propostos no plano de pormenor».