Câmara
de Vila Franca já admitiu essa possibilidade
O ministro do Ambiente admite o desenvolvimento
de actividades de observação de aves e do
ecossistema e de organização de passeios nos três
mouchões do estuário do Tejo situados no concelho
de Vila Franca de Xira, mas rejeita projectos que envolvam
construções permanentes significativas.
"Se a pretensão for construir um
aldeamento turístico, não tem a concordância
do Ministério do Ambiente", disse o ministro Nunes
Correia ao PÚBLICO.
O futuro dos três mouchões, que
ocupam uma área superior a dois mil hectares, tem motivado
alguma preocupação, porque os proprietários
alegam que a exploração agrícola está
decadente e não tem viabilidade e que é necessário
encontrar outras formas de gerar meios para preservar as três
ilhotas do Tejo e, sobretudo, as estruturas de diques que as
protegem e evitam a sua destruição pelas
marés-cheias do rio.
Numa visita aos mouchões organizada,
em Abril, pela Câmara de Vila Franca de Xira, os
proprietários dos mouchões de Alhandra, do Lombo do
Tejo e da Póvoa afirmaram a sua vontade de desenvolver
projectos de cariz turístico. A autarquia admitiu essa
opção, mas defendeu que o futuro daquelas ilhas
deverá passar por projectos turísticos de qualidade
e de muito baixa densidade de ocupação,
vocacionados para a observação da natureza.
No Lombo do Tejo, o empresário
António Varela já investiu centenas de milhares de
euros nos últimos seis anos num grande projecto de
requalificação, recuperando e modernizando as
construções, criando espaços ajardinados e
investindo na criação de caminhos e na reparação
dos diques.
"Este espaço pode continuar a
ser uma área de uso agrícola e pode ter uma
utilização que torne esta vivência mais
rentável", referiu António Varela, frisando
que "é difícil manter este equilíbrio
se não existir um suporte financeiro adequado" e que
a ilha "tem um enorme valor económico e
turístico".
No vizinho Mouchão da Póvoa
chegou a ser desenvolvido um estudo para a instalação
de 3000 fogos em palafitas, mas não foi aceite pelas
administrações local e central.
Na semana passada, o deputado Pedro Quartin
Graça, membro do Partido da Terra eleito pelo PSD,
apresentou um requerimento em que solicita esclarecimentos do
Ministério do Ambiente e da Câmara de Vila Franca de
Xira sobre eventuais projectos de utilização
turística dos mouchões. O parlamentar pede
"informação integral sobre se existe, ou se se
encontra em fase de negociação, algum projecto de
utilização turística referente aos mouchões
do Tejo" e recorda que a Câmara de Vila Franca "tem
defendido insistentemente que os mouchões estão em
risco de desaparecimento dada a degradação do
sistema de diques.
"Por princípio, não
concordamos com construções e ocupações
do espaço que contribuam para criar uma carga permanente
nesses mouchões. Temos que ter grande prudência",
responde o ministro do Ambiente, frisando que está de
acordo com actividades de observação de aves e de
passeio nos mouchões, mas
que não concorda comque não
concorda com qualquer empreendimento do tipo aldeamento
turístico. qualquer empreendimento do tipo aldeamento
turístico. que não concorda com qualquer
empreendimento do tipo aldeamento turístico. que não
concorda com qualquer empreendimento do tipo aldeamento
turístico.