O desenvolvimento da terceira e quarta fases da urbanização do Forte da Casa, Vila Franca de Xira, é contestada pela Comissão Instaladora da Associação Os Amigos do Forte, que classifica o projecto como «absurdo e assustador».
A pretensão de implementar cerca de 1700 fogos, implicando «mais seis mil habitantes (e respectivos veículos), inviabiliza qualquer perspectiva de qualidade de vida para os seus actuais e futuros residentes», sustentam os promotores da nova organização.
A expansão urbanística na vila «não faz sentido», na perspectiva dos Amigos do Forte, «até porque são visíveis as habitações que estão actualmente para venda, o que se prende com um desejo de fuga e de melhor qualidade de vida».
O Forte da Casa tem cerca de 13 mil habitantes, «sendo essencialmente um dormitório, característica que se irá acentuar com a construção desregrada e desenfreada pretendida para a zona», critica a comissão instaladora da associação,
acrescentando que «continuamos a ter uma política caótica de aprovação de projectos absurdos e desumanos, sem dar conhecimento às populações do que se pretende implementar».
A estrutura critica ainda a falta de zonas verdes e de equipamentos na freguesia do Forte da Casa, tais como piscinas e um mercado retalhista «condigno».